(Source: l-xs, via lahyts)

m-i-s-o:

Tattooed Hana’s hands today, traded for a photograph :our three days between LA and Tokyo in Melbourne, 2014. 

m-i-s-o:

Tattooed Hana’s hands today, traded for a photograph :
our three days between LA and Tokyo in Melbourne, 2014. 

(via lahyts)

relaxely:

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(via lahyts)

(Source: digbyfullam, via lahyts)

(Source: skyvvard, via lahyts)

(Source: m-i-s-o, via lahyts)


Iceland, just the hint of the aurora looking out to the mountains beyond Thingvellir. A perfect night.

Iceland, just the hint of the aurora looking out to the mountains beyond Thingvellir. A perfect night.

(via lahyts)

(Source: expensivelife, via expensivelife)

(Source: thedailypozitive)

(Source: man-and-camera.com, via 69shadesofgray)

(via innerlullaby)

In this paradox between love and desire, what seems to be so puzzling is that the very ingredients that nutruy love: mutuality, reciprocity, protection, worry, responsibility towards the other. Desire comes with a host of feelings: jealousy, possessiveness, aggression, power, dominance, naughtiness..

Not mine.

Quando penso em tudo que tivemos, nas babaquices e canalhices, nos minutos bem fingidos e nas horas sempre bem gastas (na cama, óbvio), não sinto nem raiva, nem dor, talvez nojo, acho que pena. Eu rebobino a fita e quase jogo as mãos ao céu, mesmo na nossa despedida, tão fria e horrenda: você me obrigando a aceitar a nota de cinquenta reais pra ir embora e sumir e não estragar a sua festa. Eu chorando como quem perde um membro ou a vida, mas era só a falta de ar e o mundo tombando enquanto eu descobria que, sim, tem em você uma podridão que eu desconhecia, ouvir dizer que eu era a pessoa que tu mais ama, mas, que também mais odeia fez cair todas as fichas do milênio de uma vez só, no meu alvo, na minha cabeça já pesada de tanto lacrimejar e querer descer do táxi. Demorei, mas compreendi coisas que talvez a gente só aprenda quando um pesadelo desses vira passado: gracias, muchas gracias por ter me feito crescer como ninguém, numa velocidade surpreendente e cheia de raízes. O mundo me derrubaria, como praguejou a sua voz, tão ingênua e boa. Sacudi mas tô aqui, mais de pé que nunca antes.

Fica aqui, então, o meu agradecimento por ter sido tão traída e tola, tão enganada e maltratada, um tantão iludida e por fim, liberada da sua feitiçaria toda cheia de perfumes bons e palavras aparentemente únicas que todas escutávamos como eco, uma atrás da outra. Obrigada por me fazer sozinha no mundão pra que eu reconhecesse quem se pode chamar de amigo, thanks to all the constrangimentos você me poupa fugindo sempre, grata serei eternamente por ter logo aprendido sobre a podridão do mundo, eu hoje sobrevivo com os pés mais no chão e um ceticismo que ficaram de herança sua atrás da minha orelha. As minhas coisas, que nunca pude ter de volta e muito menos buscar, torço pra que tenham ido pra uma fogueira sem chance de vida por onde anda alguém tão oposta a mim, tão “sem nem metade do seu brilho, gata”, como disse um dos seus amigos gays que encontrei numa balada umas semanas atrás. Obrigada por ter me livrado de tanta submissão, dos jogos intermináveis no computador, das datas comemoradas nas coxas, dos sentimentos nunca expostos, da não misturança de família a que você era avesso, da sempre minha efusividade cheia de carinhos tortos e beijinhos inesperados tão mal aproveitados por alguém que faltou o pré-primário de como se recebe amor e doa decentemente também. Obrigada por me dizer que preciso de mais, por me mostrar que sou mais, por ter deixado a porta tão aberta que mesmo com os pés sujos quem entrou aqui dentro é realmente quem sabe não ser só visita; eu sou mais feliz hoje solteira que brincando de casinha e aturando cachorros, eu prefiro tomar drinks a cozinhar e até aprendi a flertar e usar minha inteligência pra algo mais que só escrever; alinhada com meu bumbum, te digo com alegria que fazemos hoje uma dupla imbatível. Obrigada por sair da minha frente e não ser nunca mais a única coisa importante desse mundo, obrigada por dar espaço para a minha família voltar a me divertir e minha felina a me aconchegar, grazie per permanecer longe, evitar fotos, não expor seu namoro e nem nunca me importunar. De coração, seu idiota.

Eu sinto muito, mas eu sinto tudo, tudo. E não é nada fácil, muito menos simples. É uma luta diária pra não infartar com uma simples conversa, é o choro de duas horas por uma resposta atravessada, é a felicidade de três noites por algo dito anteontem, é a gargalhada sem fim, quase infantil diante de coisinhas que passam desapercebidas a grande maioria. Uma fé imensa, uma ingenuidade talvez frívola, aquela mesma sensibilidade que você tanto admira vestida de vilã para o Halloween. De vez em quando. Umas pouquíssimas vezes por ano. Aparece apenas na presença de quem é nobre o suficiente pra não se assustar com trovejadas e saiba relevar tropeços sem deixar escapar a raridade do passarinho azul em mãos.

Quanto susto tem nesses momentos em que a gente se obriga a cair na real; é de voltar com os joelhos esfolados, cortes hemorrágicos pelo corpo todo, a dor latente de mergulhar, descer rampas, subir nas árvores do bem-querer alheio sem calcular o tamanho das quedas. Eu então me medico pra que seja possível colocar as emoções no lugar , em fila indiana, por tamanho e grau de importância. Longe de ser algo simples, mas talvez a única maneira de equilibrar a gangorra sem ter medo de ficar por baixo.